|
SANTAS E MARAVILHOSAS IGREJAS
Esse
sacrossanto roteiro lhe conduzirá por séculos de história religiosa,
adornado por belas paisagens da nossa deliciosa ilha. Aproveite e faça
três pedidos a cada nova igreja que entrar, tenho certeza que mesmo você
que não é lá muito dado aos ritos sacrais não resistirá, e pedirá
para voltar.
O SANTUÁRIO DE SANTO ANTÔNIO fica num dos bairros mais tradicionais da
ilha de Vitória, situado sobre um monte que proporciona uma magnífica
vista para oeste do município e da baia de Vitória com seus extensos manguezais.
O Santuário foi iniciado em 1956 e concluído em 1976, substituindo a
antiga matriz da IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTÔNIO, inaugurada em 1943, que ficou pequena com o
crescimento do bairro incrementado pela chegada dos padres pavonianos e
pessoas do meio rural.
O
Santuário foi construído sob a orientação da Congregação Pavoniana,
que em 1941 começa suas atividades no Brasil, aqui, em Vitória.
O
templo foi idealizado tendo como modelo a Igreja de Nossa Senhora da
Consolação, em Todi, na Itália central. Tem estilo arquitetônico
influenciado pelo renascimento italiano, belas cúpulas, e afrescos magníficos
feitos pelo italiano Alberto Bogani, em 1996.
Saindo
de Santo Antônio nos dirigiremos para o centro da cidade, que por ser a
área de habitação inicial, reúne a maior parte do nosso patrimônio
religioso mais antigo.
A
CATEDRAL METROPOLITANA foi construída entre os anos 1920 e 1970, com
estilo arquitetônico neogótico, como exigia a Igreja Católica no início
do século XX.
O
belíssimo trabalho dos vitrais, doados por famílias importantes da ilha,
e dos mosaicos do alto-mar, foram feitos pelo italiano Formenti. A
Igreja tem proporções monumentais, com nave em cruz grega, e subsolo e
capela mortuária, onde estão enterradas as principais autoridades da
Igreja Católica local.
A
CAPELA DE SANTA LUZIA, também localizada na parte alta (cidade alta) do
centro, é a construção religiosa mais antiga de Vitória, e sua data de
fundação perde-se no tempo, mas em 1549 já estava em funcionamento.
Foi
erguida por Duarte de Lemos, que recebeu a ilha em 1537, então chamada
Santo Antônio, devido à ajuda que prestou ao donatário Vasco Fernandes,
no combate aos indígenas.
Ergue-se,
singela, como uma jóia colonial incrustada em cima de uma pedra, que a
torna peculiar e especial.
A
igreja que já foi Museu de Arte Sacra e Galeria de Arte, hoje é a sede
do IPHAN regional.
Bem
próximo à Capela encontramos o CONVENTO DE SÃO FRANCISCO, que durante séculos
foi a sede dos franciscanos no estado.
A
construção iniciada em 1591, considerada como o convento franciscano
mais antigo do sul do Brasil, foi o primeiro prédio da cidade a ter água
encanada, em 1643.
No
seu pátio central sob a estátua de Nossa Senhora da Penha encontram-se
os restos mortais dos principais freis que aqui trabalharam.
Seguindo
pela cidade alta visitaremos a IGREJA DE SÃO GONÇALO, erguida em 1766,
que mistura a influência jesuítica da fachada, ao seu frontão com
características barrocas.
Esse
templo durante séculos realizou os principais casamentos da capital, pois
é conhecida como “a igreja dos enlaces duradouros e felizes”.
No
centro da cidade ainda veremos a IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CARMO e a
IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PRETOS.
O
Convento dos carmelitas foi fundado na Segunda metade do século XVII,
substituindo a pequenina capela do Carmo que aí tinha sido construída.
Em 1682, a atual Igreja do Carmo já de destaca no centro do prédio do
convento.
A
bela escadaria que hoje dá acesso a Igreja foi edificada na década de 20
do século XX, e o prédio do convento modificado, sendo hoje de utilização
particular.
A
Igreja do Rosário foi erigida pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário
dos Homens Pretos, em 1765, através de Provisão do Bispado da Bahia.
Ornada
por duas belíssimas palmeiras imperiais, e Mata Atlântica da Fonte
Grande, ao fundo, sua arquitetura colonial, de nítida influência jesuítica,
destaca-se na paisagem. É daí, que todos os anos saem as
tradicionais procissões do Santo mais venerado do Espírito Santo, São
Benedito.
“Bino
Santo” é homenageado sempre no dia 26 de dezembro, com procissão e
queimas de fogos que mobilizam a população da ilha.
Bem,
se você acha que orar nunca é demais, o município de Vitória tem
templos de todas as religiões, espalhados pelos seus bairros, e que podem
ser localizados através da lista telefônica, encontrada facilmente nos
postos de telefonia e locais de telefones públicos.
REZE
PARA QUE VOCÊ POSSA RETORNAR EM
BREVE!
A DELÍCIA DE VIAJAR NA HISTÓRIA E CULTURA DA ILHA.
Vitória
é a terceira ilha mais antiga do país, que preservou, mas também soube reconstruir, as
múltiplas influências que tornaram tão especial e diferenciada nossa
História e Cultura. Venha conhecer com a gente esse povo
hospitaleiro, que conseguiu traduzir no seu dia-a-dia, o povo melhor das
tradições brancas, negras e índias.
A
nossa primeira visita vai ser a UNIVERSIDADE FEDERAL DO ES, Campus I, no
bairro de Goiabeiras.
A
UFES foi formada na década de 1950, e está localizada às margens da
baia de Vitória, preservando importante área de manguezal e mata de
restinga, servindo de habitat para sagüis e micos de diversas espécies,
que transitam livremente pelo Campus.
Visitaremos
o Planetário Municipal, que aí se encontra, e ficaremos literalmente
“com a cabeça no espaço”, com a observação de imagens do Sistema
Solar e das constelações numa cúpula de 10 m de diâmetro e de 180
graus. As visitas devem ser agendadas previamente pelo telefone (27)
3335-2484.
A
NOVA SEDE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ES, localizada na Enseada do Suá,
é um show de luxo e mármore que traz na sua arquitetura externa as cores
da bandeira do estado. O prédio, sempre aberto ao público, possui
uma ampla galeria de arte com exposições temporárias, que oferecem
novas atrações todos os meses.
O
PALÁCIO JERÔNIMO MONTEIRO E ATILIO VIVACQUA, respectivamente a sede do
executivo e do legislativo municipal, são vizinhos na Av. Marechal
Mascarenhas de Morais, conhecida pelos ilhéus como Av. Beira Mar.
Essas designações simplificadas, tal qual como se vê, é típico do
capixaba.
Chegaremos
ao centro da cidade passando pelo FORTE DE SÃO JOÃO, construção do século
XVII e única fortificação que se preservou na ilha, que possuía mais
04 fortes para defesa contra os holandeses, franceses e espanhóis.
Em
frente ao Forte a visão da nossa sentinela natural, a PEDRA DO PENEDO.
Medindo 136m de altitude, esta montanha-ilha é o símbolo máximo da baia
de Vitória, e apesar localizada no município de Vila Velha, foi tombada
como Patrimônio Natural Paisagístico de Vitória, o que garantiu sua
integridade, hoje patrimônio de todos os capixabas.
O
MERCADO DA CAPIXABA dá início ao passeio na parte mais antiga da cidade.
Esse
prédio de influência neoclássica, situado no bairro da capixaba, foi
construído em 1928, e hoje abriga lojas comerciais diversas e a
Secretaria Municipal de Cultura, no seu primeiro andar.
Os
prédios da ESCOLA DE ARTE FAFI e do MUSEU DE ARTE DO ES que foram construídos
em 1927, pelo arquiteto tchecoeslovaco Joseph Pitilick, que aproveitou
dois terrenos de esquina, um em frente ao outro, dando formato original às
construções, de influência neoclássica.
A
FAFI, como é popularmente conhecido o prédio, é um centro cultural que
presta serviços à comunidade contando com biblioteca, auditórios, salas
de aula, lanchonete, espaço para shows e galeria de arte.
No
MAES, você encontrará o maior acervo de arte moderna e contemporânea do
estado. Funciona de Terça a Sexta-feira, das 10 às 18h e aos sábados
e domingos, das 14 às 18h. Tel.: (27)
3322-4696.
Na
PRAÇA COSTA PEREIRA, construída na década de 20 ladeada por palmeiras
imperiais, encontraremos o TEATRO CARLOS GOMES, inaugurado em 1927, com
ampla influência do neoclássico, mas com detalhas preciosos de art
nuevau, no trabalho em ferro. Seu interior é esplendoroso com
lustres de cristais, espelhos bisotados franceses e foiers com pisos de mármore,
uma das riquezas naturais do estado.
Subindo
a escadaria São Diogo, uma das muitas que fazem a ligação entra a parte
baixa e alta da cidade, você encontrará casas do início do século XX e
DUAS CASAS NA RUA JOSÉ MARCELINO, de paredes geminadas, únicas
remanescentes do período colonial.
Chegando a parte alta da cidade, siga pela rua José Marcelino em direção
a ESCOLA MUNICIPAL SÃO VICENTE DE PAULO e a vizinha LOJA MAÇÔNICA “UNIÃO E PROGRESSO”, do século XIX.
O prédio do século XIX, que abriga a escola, foi construído como
residência familiar, conservando ainda hoje parte de seu mobiliário.
Seu morador mais ilustre foi Muniz Freire, que por duas vezes governou o estado, preparando a capital
para a modernidade.
Seguindo pela rua Muniz Freire encontraremos o CASARÃO DA FAMÍLIA CERQUEIRA LIMA, construído
no fim do século XIX e hoje reformulado para abrigar um centro cultural e
a sede administrativa cultural do centro.
Em
frente você verá a PRAÇA JOÃO CLÍMACO, que durante muitos anos reuniu
os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado. Hoje é o
endereço do PALÁCIO ANCHIETA, sede do Governo Estadual.
O
Palácio foi construído originalmente para ser a sede administrativa dos
jesuítas na capitania do Espírito Santo. O Colégio de São Tiago
teve seu início em 1551, mas com a expulsão da Ordem em 1758, passou a
ser ocupado pela administração estadual. Essa destinação
provocou mudanças que descaracterizaram a fachada original, dando-lhe uma
“maquiagem” neoclássica, na grande reforma do início do século XX.
Na
sua parte posterior encontramos o acesso para o túmulo simbólico do
Padre José de Anchieta, conhecido como “Apóstolo do Brasil”, e que dá
nome ao palácio e sua importância para a história colonial do ES, sendo
aqui o local escolhido por ele para passar seus últimos anos.
Em
frente à entrada do túmulo, localiza-se a ESCOLA MARIA ORTIZ, construção
de 1912, eclética, primeira escola normal de Vitória.
Na
praça João Clímaco, em frente ao Palácio Anchieta, fica localizado o
PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, antiga sede do Legislativo Estadual, que está
sendo preparado para abrigar um centro cultural. A construção é
eclética e foi inaugurada em 1912.
O
ARQUIVO PÚBLICO ESTADUAL é um excelente local para aquela parada mais
atenciosa, aonde o visitante vai se deliciar com o maior acervo documental
e fotográfico da História do ES, num prédio que, por sua arquitetura
neoclássica erguida em 1920, por si só já é uma atração.
O
MUSEU SOLAR MONJARDIM, localizado no bairro de Jucutuquara próximo ao
centro, é considerado pelos especialistas como uma das residências
rurais mais bem conservadas do sul e sudoeste brasileiro.
A
antiga sede da fazenda de Jucutuquara, construída na Segunda metade do século
XVIII, é hoje sede de um museu que, na sua exposição permanente,
reconstitui uma residência rural do século XIX, com seus usos e
costumes.
O
local é cercado por grandes mangueiras que perfumam o ar e enchem de
encanamento o entardecer da ilha.
As visitas ao Museu Solar Monjardim podem ser feitas de terças a sextas-feiras de 12h30 às 17h30. Aos sábados e domingos,
o visitante tem acesso de 13 às 17 horas. Nos feriados, o museu não
funciona (telefone: (27)
3335-2396).
|