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O
Município de Vitória é formado por um arquipélago composto por 34
ilhas, das quais a maior é a ilha de Vitória, e uma parte continental,
somando uma área de 104 Km².
Todo esse território é banhado pela
baía de Vitória, com exceção das ilhas de Trindade e Martim Vaz, que são
oceânicas. A baía resulta
do encontro de rios e mar, formando um grande estuário com sambaquis, manguezais e ilhas intocadas pelo homem, compondo um quadro de paisagens únicas e
de grande beleza.
Esse
roteiro deve ser feito navegando pelas águas da baía, que são
naturalmente tranqüilas, proporcionando um passeio calmo, como se você
deslizasse mansamente em um tapete mágico.
Existem
escunas com toaletes, suíte, cozinha, sala com sofá, tudo para tornar o
passeio mais agradável.
As
saídas podem ser feitas pelo píer de Iemanjá, na praia de Camburi, ou
no cais do avião, em Santo Antônio.
Iniciando
o passeio pelo píer de Iemanjá, que tem esse nome em homenagem à Rainha
do Mar, faça pedidos! A estátua
que representa essa mulher caprichosa, dona das águas, está majestosa
abençoando seu passeio na ponta externa do píer, de onde avistaremos a
ilha do Fato e dos Índios.
Você
terá uma bela visão da mais freqüentada praia da Ilha, Camburi,
adornada pela Ilha do Socó, que pode ser alcançada na maré baixa e,
ainda hoje é área de pouso de diversas aves marinhas, e no seu final a
Ponta do Tubarão, onde se localiza o PORTO DE TUBARÃO, um dos maiores
exportadores de minério de ferro do mundo.
Navegando
na direção leste, veremos as Ilhas do Frade e do Boi, completamente
urbanizadas e locais de moradias privilegiadas na cidade, as Ilhas Rasas,
Galheta de Dentro e Galheta de Fora, que como as demais ilhas da baía são
preservadas da ação predatória e consideradas Monumentos Naturais
Tombados pela Prefeitura de Vitória.
Deslocando-se
para a parte interior da baía, vê-se as Pedra da Baleia, e a Ilha dos Práticos,
onde estão sediados os serviços de informação do tráfego marítimo, a
dos Itaitis, a dos Igarapés e a Maria Cotoré.
Na
enseada de Jaburuna encontram-se a Pedra D’água, a Ilha das Cobras (que
abriga um importante remanescente de Mata Atlântica), a das Pombas, da
Fumaça, do Urubu e das Tendas.
Próximas
ao Penedo estão a Pedra do Baú e Pedra dos Ovos, curiosas formações
graníticas, de rara beleza.
A
Baía de Flutuação, como é conhecido o espaço entre os Portos de Vitória
e Vila Velha, é bastante espaçosa e pode-se observar o vai e vem dos
estivadores, guindastes e caminhões no trabalho portuário, uma das
maiores divisas econômicas do Estado.
Nesse espaço a única ilha existente, a do Príncipe, está
incorporada a de Vitória, por aterros.
Em
direção ao Cais do Avião, de onde também saem passeios, está a parte
superior da Baía, dominada pela Estação ecológica Municipal, Ilha do
Lameirão.
A Estação Ecológica, é considerada uma das maiores áreas
brasileiras de manguezal em região urbana. Encontram-se
aí as Ilhas do Cal e da Pólvora, e outras cinco menores.
O extenso
manguezal é o porto seguro para reprodução e vida de diversas espécies, que só
nessa mistura especial de águas doces e salgadas conseguem sobreviver e
procriar.
Diversos
trabalhos são desenvolvidos no santuário visando a preservação do
local, através da conscientização da população e visitantes.
Trabalhos científicos e de educação ambiental também são realizados.
Nesta
área há oportunidade de caminhar por passarelas que levaram bem próximo
da natureza exuberante, ou mesmo a um delicioso mergulho em águas quentes
e tranqüilas.
Depois
de um dia com paisagens tão deslumbrantes, vai ficar difícil voltar para
casa...
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