|
Desde
os primeiros imigrantes, a preocupação em preservar a cultura sempre
esteve presente nos filhos de Venda Nova, tanto que os principais traços
dos colonizadores são ainda marcantes na comunidade desde a culinária
aos costumes religiosos e manifestações culturais. A valorização da
cultura italiana deu a Venda Nova do Imigrante uma identidade própria,
das mais representativas no Estado, perpetuando danças, cancionetas, histórias,
lendas, tradições, culinária e agora até a língua dos antepassados.
Venda
Nova é hoje um pedacinho da Itália enraizado entre as serras capixabas,
uma vez que se pode vivenciar um pouco dos hábitos de nossos nonos e
nonas e de todo aquele povo acolhedor muito chegado aos festejos e
cantigas regadas ao bom vinho e acompanhadas de deliciosos petiscos.
Dentro da culinária típica destacam-se o queijo, a polenta, o socol, os
defumados, as massas e uma infinidade de biscoitos, doces e geléias, além
do vinho e da cachaça.
Entre
as tradições mais evidentes estão a celebração de Pane-Vin, os grupos
de dança folclórica e de músicas típicas, a cozinha tipicamente
italiana farta em massas – cujo símbolo maior é a Festa da Polenta,
realizada sempre em outubro, os corais, os jogos de mora e bocha, a
religiosidade e principalmente a hospitalidade e alegria à moda italiana.
Quanto às atividades culturais ressaltamos o Coral Santa Cecília, o
Coral Infantil Sol da Manhã e o grupo de dança italiana Triveneto.
A
tradição e a valorização da cultura culminaram também na preservação
da história, principalmente através da conservação de peças de família
e dos antigos casarões – a exemplo das 600 peças do Museu do Imigrante
e do Casarão da fazenda Scabello (tombado pelo Patrimônio Histórico
Estadual) – relíquias que expressam a riqueza de uma época e a
grandeza de um povo.
|