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O
município de Venda Nova do Imigrante, criado aos 10 de maio de 1988, desmembrando-se de Conceição do castelo, possui uma área de 188,9 km2,
compreendendo, além da sede, o distrito de São João de Viçosa e outras
12 comunidades, com uma população estimada de 14.873 habitantes, dos
quais 55% encontram-se na zona rural do município. Situado na região
serrana do Espírito Santo, às margens da rodovia BR-262, com uma
altitude variando de 630 à 1550 metros, o município baseia-se
economicamente na Agricultura, principalmente com o café que compreende
90% das propriedades, além da produção de hortifrutigranjeiros e uma
pecuária ascendente. Entretanto apresenta hoje uma forte queda para o
Agroturismo, atividade em plena expansão, sendo Venda Nova pioneira neste
trabalho, com destaque para a confecção artesanal e caseira de produtos
típicos, principalmente na culinária (doces, geléias, licores,
biscoitos, etc.).
Venda
Nova começou a ser colonizada por volta de 1892, basicamente por
imigrantes italianos, cuja cultura permanece viva em seus descendentes e
na vida da comunidade vendanovense. A região, na época, era habitada por
índios, provavelmente Puris, dos quais foram encontrados muitos objetos
pela primeira leva de imigrantes que aqui chegaram.
Antes
mesmo da colonização, na época do Império no Brasil (1822-1889),
grandes fazendas de café floresceram no altiplano serrano, onde mais
tarde nasceria Venda Nova. Entre as fazendas destacam-se Faz. Providência,
Faz. Lavrinhas, Faz. Tapera, Faz. Bananeiras e Faz. Viçosinha. Contudo,
com a abolição da escravatura, essas fazendas caíram em abandono até
que surgissem os colonos, imigrantes italianos originários da região do
Vêneto (na Itália) e atraídos das localidades de São Pedro do
Araguaia, Matilde, São Martinho e Carolina, pela procura da terra, sendo
inicialmente cerca de 18 a 20 famílias, entre elas: Perim, Caliman,
Zandonadi, Altoé, Venturim, Falcheto, Brioschi, Sossai, Carnielli, Cola,
Minetti, Lorenzoni, Delpupo, Tonolli, Ambrozim, Scabello, Mazzoco, Fioreze
e Mascarello.
A
comunidade, que surgiu com a chegada dos primeiros imigrantes em 1892,
conserva traços fortes da cultura dos imigrantes, principalmente o espírito
comunitário e progressista, manifestados em 1922 com a construção da
primeira escola, na instalação da linha telefônica em 1925, na criação
da Cooperativa Agrária de Lavrinhas (1927) ou mesmo na construção dos
primeiros 20 km de estrada construída em regime de mutirão. Venda Nova
se expandiu mantendo sua identidade sem maiores afluências de estranhos,
até que se viu “rasgada” pela BR-262 (Rodovia Presidente Costa e
Silva) nos idos de 1957, experimentando um crescimento extraordinário,
graças ao impulso dado com a ligação com grandes centros como Vitória
e Belo Horizonte.
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