|
A
gastronomia integra todas as ciências favoráveis ao ser humano.
Podemos descobrir histórias de civilizações, rito, modas e
modos em qualquer prato constituindo, na forma de alimentação,
uma cidade, uma região ou um país.
O
ser humano se alimenta de acordo com a sociedade a que faz parte.
Cada cultura possui diferentes alimentos e modo de preparo. O que
é comestível para certos povos, não é para outros.
Alguns
povos se alimentam somente pela necessidade sem antes conhecer o
valor nutricional do que está ingerindo. Já outros, estudam a
qualidade e possuem uma dieta mais rica.
O
Turismo Gastronômico está diretamente ligado ao prazer e à
sensação de saciedade adquiridos através da comida e da viagem.
Algumas
regiões aproveitam-se de sua cultura, história e tradições, e
a divulgam através da gastronomia, lançando um produto turístico
distinto.
O
Turismo Gastronômico favorece o desenvolvimento das empresas
ligadas ao ramo da alimentação, em todos os setores, gerando
novos empregos, melhorando a qualidade de vida nas cidades.
O
turismo gast13ômico é parte integrante do turismo cultural e
possui uma enorme importância por ser autônomo e produzir uma
significativa margem de lucro.
O
viajante que escolhe esse tipo de turismo está interessado em
novas culturas e muitas vezes não se importa em se instalar em
casas de famílias, quando a cidade não possui infra-estrutura. Já
em cidades mais estruturadas o turista escolhe alojamentos com
maiores recursos e características locais.
Vejo
o Agroturismo como um exemplo de Turismo Gastronômico.
No
Brasil, o Agroturismo foi primeiramente implantado no Estado de
Santa Catarina, na cidade de Lages, servindo de exemplo a outras
cidades do Brasil.
No
Espírito Santo o Agroturismo foi melhor desenvolvido. Teve início
no fim da década de 1980, na Fazenda Providência, em Venda Nova
do Imigrante. Os produtores rurais da Região Serrana Central –
Viana, Vargem Alta, Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante,
Marechal Floriano, Castelo, Conceição do Castelo, Afonso Cláudio,
Santa Tereza, Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina – e o
Governo do Estado se uniram e implantaram o Agroturismo para
tentar reduzir os efeitos da exclusão social e suprir as carências
nos serviços de saúde, educação e saneamento, utilizando o
meio rural para arrecadar impostos e melhorar as condições de
vida da população local, reduzindo o êxodo rural valorizando o
potencial agrícola e turístico no campo, havendo manutenção
dos costumes, da cultura.
O
Agroturismo leva o turista ao contato direto com o meio rural, o
modo de produção da gastronomia regional, a comunidade local e o
meio ambiente preservado. Desenvolvendo mais uma modalidade: o
Turismo Sustentável.
Os
livros pesquisados para este texto estão relacionados abaixo com
seus respectivos autores:
 |
(Sobre
o Agroturismo)
|
CONSUMO
E ESPAÇO: Turismo, Lazer e outros Temas - Anderson
Pereira Portuguez - Editora
ROCA
 |
(Sobre
Turismo Gastronômico)
|
TURISMO
URBANO: Cidades, sites de excitação turística - Abdon
B. Filho; Antônio C. Castrogiovanni; Berenice C. M. Pereira; Mário
C. Beni; Carlos A. Krause; Diney A. N. de Oliveira; Jacques A.
Wainberg; Leandro A. Lemos; Marcelo S. de Azambuja; Marutschka M.
Moesch; Suzana Gastal.
 |
(História
da Gastronomia no Brasil)
|
VIAGEM
NA MEMÓRIA: Guia Histórico das Viagens e do Turismo no Brasil - Luiz
Gonzaga Godi Trigo
|