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A
segunda expedição exploratória às costas brasileiras foi financiada
pelo fidalgo português Fernão ou Fernan de Loronha, arrendatário de
pau-brasil. Américo Vespúcio, participando dessa expedição, chegou ao
arquipélago no dia 10 de agosto de 1503 e se encantou pela beleza do
local. Escreveu um documento sobre a ilha, e falou das "infinitas águas
e infinitas árvores; aves muito mansas, que vinham comer às mãos; um
boníssimo porto que foi bom para toda a tripulação". O arquipélago
foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo e a primeira
Capitania Hereditária.
Somente
em 1629 Fernando de Noronha foi ocupada pelos holandeses, tornando-se os
primeiros moradores da ilha. Logo após a ocupação deu-se início a
descaracterização da vegetação original com o plantio de uma horta
chamada "Jardim Elizabeth", além da criação de cabras,
galinhas e porcos e a construção de um reduto onde hoje está localizada
a Fortaleza dos Remédios. A expulsão dos holandeses se deu em 1654.
A
ilha ficou abandonada até aparecerem os piratas franceses da Cia das Índias
Ocidentais. A invasão aconteceu em 1736, permanecendo assim por 1 ano. A
ilha passou a ser chamada de “Isle Delphine” em referência aos
golfinhos da ilha.
Em
1737 os franceses foram expulsos e Portugal iniciou a colonização, por
temer uma nova invasão a colônia. Foram construídas 10 fortificações
em 17 Km², maior sistema de defesa do século. A Vila de Nossa Senhora
dos Remédios e a Vila da Quixaba foram erguidas continuando, assim, a
degradação do meio ambiente. Espécies vegetais e animais são
introduzidas, casas, igrejas e outras edificações são construídas, os
presos são utilizados como mão-de-obra e dá-se início ao revestimento
de pedras de todos os caminhos da ilha por onde passariam as autoridades.
De
1942 até 1988, Fernando de Noronha tornou-se Território Federal.
Muito foi modificado nesse período, o espaço urbano foi preparado
hierarquicamente para abrigarem os militares. Fernando de Noronha retornou
a Pernambuco em 1988, pela nova Constituição, tornando-se Distrito
Estadual.
Parte
de Fernando de Noronha tornou-se Parque Nacional Marinho. O administrador
geral foi nomeado pelo Governador de Pernambuco. O governo Federal e o
Estadual convivem em harmonia e cuidam com normas rígidas, necessárias
para a preservação do Arquipélago.
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