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CARAVELAS / ARQUIPÉLAGO DE ABROLHOS (BA)

HISTÓRIA E CULTURA

 

A história de Caravelas está ligada ao Descobrimento do Brasil. Em 1503 houve uma expedição de reconhecimento das terras brasileiras,  através de Américo Vespúcio e Gonçalo Coelho fundando assim,  uma feitoria. Somente em 1581, metais e pedras preciosas estavam sendo procurados e em uma dessas expedições foi fundada a Vila de Santo Antônio do Rio das Caravelas, através de Carta Régia, de 07/06/1701, com território desmembrado de Porto Seguro.

Em outra ocasião, o Padre José de Anchieta naufragou no Arquipélago de Abrolhos. Em 1857 o desbravador mineiro Teófilo Otoni titulou Caravelas como Princesa dos Abrolhos por ser esta cidade a mais próxima ao Arquipélago de Abrolhos, onde está situado o Parque Nacional Marinho. Na antiga vila de pescadores que hoje forma o distrito Ponta de Areia, foi construída, em 1881, a estrada de ferro que liga Caravelas a Teófilo Otoni, sendo esta estrada durante muitos anos a base de sustentação da economia caravelense, juntamente com uma intensa atividade portuária, cantada através das palavras de Milton Nascimento e Fernando Brant "...Ponta de Areia, ponto final, da Bahia-Minas, estrada natural...".

Américo Vespúcio, em 1503, navegando pelas costas da Bahia, se deparou com esse arquipélago formado por cinco ilhotas, são elas:

Siriba – única do Parque aberta aos visitantes;
Guarita – É a menor do Parque e possui pedras arredondadas que parecem pintadas de branco (essa cor é originada das fezes de inúmeras aves que vivem no local);
Santa Bárbara – Pertence à Marinha do Brasil e está fora do Parque. Em 1681 foi instalado um farol, devido a inúmeros acidentes. A estrutura desse farol é de ferro inglês e as lentes e maquinários franceses. Antigamente funcionava movido a querosene, hoje funciona a energia elétrica e sua iluminação alcança 32 milhas náuticas;
Redonda – Durante o verão recebe a visita das tartarugas-cabeçudas para desova. É a segunda mais alta perdendo apenas para a Santa Bárbara;
Sueste – A mais preservada por ser a mais distante e de difícil acesso.

De acordo com a lenda Américo Vespúcio anotou em sua carta de navegação o aviso: "Abra os olhos", alertando aqueles que fossem se aproximar da terra sobre os perigos do mar. Daí teria se originado o nome do arquipélago.

Charles Darwin, em 1832, programou viagem à Patagônia, Terra do Fogo e Galápagos, “em busca da origem das espécies” decidiu parar no Arquipélago dos Abrolhos devido as peculiares características do local. Charles F. Hartt esteve também estudando as colônias de corais, uma séria ameaça para os navios. Outro visitante ilustre, Jacques Cousteau, o pesquisador francês, também fez sua parada em Abrolhos, atraído pelas inúmeras espécies de corais lá existentes, destaque para o coral-cérebro, formador do chapeirão, encontrado apenas na Bahia.

Abrolhos foi transformado no primeiro Parque Nacional Marinho brasileiro, em 1986 que passou a ser controlado pelo Centro IBAMA e Marinha, preservando o meio ambiente.

Em 1988  o trabalho do Projeto Balei Jubarte entrou em ação. De julho a novembro as baleias Jubarte migram da Antártida em busca de águas mais quentes para se reproduzirem. É um show à parte.

As principais festas e eventos do município são:

CARNABARRA – Carnaval antecipado com participação de grupos carnavalescos do município. Localizado na Barra de Caravelas (data móvel em janeiro).

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO (19 e 20/01) – Festa folclórica e religiosa com a apresentação da luta entre mouros e cristãos. Tradicional puxada do mastro.

CARNAVAL (data móvel) – É o evento mais popular do município. Cinco dias de folia com Carnaval de rua e trios elétricos, e o tradicional banho de cheiro no último dia.

DIA DA CIDADE (23/04) – Comemora a emancipação política da cidade de Caravelas. Festas, concursos e música.

FESTA DE SANTO ANTÔNIO (01 A 13/06) – A cidade fica cheia na homenagem ao padroeiro do município. Trezena com orações todas as noites encerrando-se dia 13/06 com alvorada de fogos de artifício e procissão.

FESTIVAL DA JUBARTE – Evento ecológico com a finalidade de sensibilizar a população em relação à preservação da baleia Jubarte e da vida marinha em geral. Na ocasião, muitos stands com mostras fotográficas e informações turísticas (data móvel em setembro).