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Etimologicamente,
a palavra bulimia origina-se do grego bous (boi) e limos (fome),
referindo-se, portanto, a uma fome tão
grande quanto a de um boi. Entretanto esse
comportamento alimentar foi visto
como um desvio da normalidade. Referências aos festins romanos revelam-nos que
era hábito a ingestão excessiva de alimentos, a ponto de criarem o vomitorium
local onde podiam aliviar-se dessa farra alimentar.
A
bulimia trata-se de episódios de ingestões alimentares copiosas e
descontroladas, em geral secretas e rápidas. São episódios de verdadeiros
empanturramentos, orgias
alimentares alimentares alimentares,
nas quais os pacientes só cessam a ingestão por mal físico, interrupção
externa ou por esgotarem-se os alimentos.
Existem
dois tipos de bulimia nervosa:
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Tipo
purgativo: durante o episódio atual da bulimia, o indivíduo
envolve-se regularmente na auto indução do vômito ou uso indevido de
diuréticos, laxantes. |
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Tipo
sem purgação: durante o episódio atual da bulimia, o indivíduo
usa-se de outros comportamentos compensatórios inadequados, tais como
jejuns ou exercícios excessivos, mas não envolve-se regularmente na
auto-indução de vômitos ou no uso indevido de laxantes e diuréticos. |
A
bulimia, normalmente começa por uma necessidade real ou imaginária de perder
peso, decorrente de uma insatisfação com o corpo. Pacientes bulímicos
costumam centrar a avaliação do que fazem de si mesmos baseando-se quase que
exclusivamente em sua aparência física. Sentimentos de baixa-estima fazem com
que estas pessoas dependam da eficiência de seus métodos para alcançar o
corpo desejado. Tudo funciona como se outros valores pessoais não existissem ou
fossem secundários, pois os bulímicos só conseguem se sentir bem quando se
enquadram, fisicamente, aos padrões desejáveis pela sociedade.
Chegam
a isolar-se de relações, evitar reuniões sociais ou viagens, quando não se
sentem em condições de preencher tais requisitos.
Eventos
estressantes da vida, tais como, perdas e rompimentos afetivos, dificuldades
interpessoais em relacionamentos, entre outras situações de conflitos como
frustrações, rejeições ou aborrecimentos, podem levar a algum tipo de
transtorno alimentar.
Tanto
a bulimia quanto a anorexia, são transtornos alimentares que possuem,
primeiramente, uma causa psicológica
e, posteriormente uma causa nutricional, portanto pessoas que suspeitam de
possuir tais transtornos devem ser encaminhadas a um centro de tratamento
especializado, de preferência com uma equipe multidisciplinar. Uma vez no
hospital, ela será avaliada por profissionais especializados como
nutricionistas, psiquiatras e psicólogos. Estes, então, devem verificar
as comorbidades.
Entretanto,
o tratamento para esse tipo de distúrbio é um tanto complexo, dado ao
desinteresse desses pacientes para com o tratamento, sendo muito difícil
adquirir sua confiança e cooperação.
Olívia
Perim Galvão
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