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A
vontade de comer um chocolate não passa com outro doce. A química que ocorre
entre o chocolate e o nosso prazer é especial. O chocolate vicia devido a um
de seus componentes básicos, o aminoácido feniletilamina, precursor da
serotonina, substância que fabricamos em situações de felicidade.
Namoro
e orgasmo cursam com uma cascata de serotonina em nosso corpo. O
neném, quando está mamando, bem como a mãe amamentando, também secretam
muita serotonina. Essa substância, também conhecida como hormônio da
felicidade, encontra-se diminuída nas tristezas e depressões, e tem sua produção
aumentada quando comemos chocolate.
Desejo
de chocolate é diferente da vontade de comer geléia, pudim, goiabada, gelatina
ou qualquer fruta. Quando o corpo descobre que existe o chocolate, que ao mesmo
tempo que dá energia, relaxa as tensões, passa a pedir este alimento, muitas
vezes de forma imperativa, fazendo a razão vencer o desejo. Este sinal delata o
chocólatra. O chocolate vicia por ajudar a soltar (momentaneamente) os nós das
costas, do peito e da garganta.
É
comum iniciar o vício do chocolate na Páscoa ou quando se chega de uma viagem
onde se compra chocolates a mais para serem estocados em casa. Se diariamente,
em uma determinada hora, você comer 30g de chocolate, ao final de uma dezena de
dias, se você não comer, o corpo pede. O chocolate, antes de dormir, recupera
nossas forças e ajuda a embalar o sono. É comum ver pessoas solitárias
guardando chocolate no quarto, para comerem na cama, sozinhas, lendo um livro ou
assistindo televisão.
Uma
vez estalado o vício, a tendência é ir aumentando as quantidades ingeridas. Não
é difícil para o chocólatra comer uma caixa de bombom em poucas horas. O
chocolate do qual gostamos é uma combinação de gordura, cacau, leite e açúcar,
e deveria. O princípio, ser reservado para os momentos de celebração. Como a
Páscoa é uma celebração, não abra mão de seu chocolate, caso lhe dê
prazer. Coelhinhos da Páscoa e seus ovos possuem sabor de infância e são
relacionados ao carinho e afeto.
Uma
barra de 30 gramas de chocolate ao leite possui em média 6mg de colesterol (o
maior responsável pelo enfarte cardíaco) e 4mg de gorduras polinsaturadas e
monoinsaturadas (que ajudam a nos proteger dos enfartes). Sendo assim, em relação
ao colesterol no sangue, o chocolate começa a ser visto com maior benevolência
e já não é tão enfaticamente contra-indicado em dietas. Os chocolates dietéticos
têm em média as mesmas calorias que os chocolates adoçados com açúcar, e são
algumas vezes mais gordurosos. Chocolates diets são indicados para atender ao público
diabético e não aos que intencionam comer menos calorias.
FELIZ
PÁSCOA!!!!!
Olívia
Perim Galvão
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