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Muitos
se perguntam hoje em dia quais os benefícios trazidos pelo aleitamento
materno, visto que as dificuldades de estar sempre próximo ao bebê nas
horas de mamar estão aumentando devido a necessidade de trabalhar para
justamente poder oferecer no futuro uma vida agradável aos filhos. E qual
a solução encontrada? Deixar seu filho aos cuidados de terceiros, o que
significa uma alimentação artificial!
No
entanto, será que todas as mães já se perguntaram que fazendo isso, o
bebê pode crescer uma criança agitada e até revoltada por causa da ausência
rotineira dos pais?
No
início da vida intra-uterina, o aleitamento natural diminui muito a
vulnerabilidade a condições ambientais adversas, garantido uma vida
melhor à criança.
Apesar
de haver um aumento da prática do aleitamento materno, ela está, ainda,
muito aquém da recomendação da Organização Mundial de Saúde, que
preconiza amamentação exclusiva (a criança recebe apenas o leite
materno) nos primeiros 4-6 meses e parcial até pelo menos o final do
primeiro ano de vida. No Brasil, praticamente 90% das crianças são
amamentadas inicialmente. No entanto, a duração média da amamentação
é curta, de apenas 90 dias, além de não ser exclusiva na maioria das
vezes. Além disso, na maioria dos países em desenvolvimento, as mulheres
residentes em áreas rurais e as provenientes de classes menos
privilegiadas amamentam mais que as mulheres de regiões urbanas e de
melhor nível sócio-econômico.
Cabe
à mãe a opção de amamentar ou não uma criança. Porém, é importante
que as mães se sintam motivadas e acreditem que amamentar é a melhor opção
e que saibam das desvantagens da introdução precoce de leites
artificiais. Estes não atendem a todas as exigências do organismo em
crescimento, podendo surgir mais tarde, carências nutricionais como, por
exemplo, a anemia ferropriva.
Seguida adiante a
escolha do aleitamento natural, a mãe deve tomar alguns cuidados como
tomar líquidos em abundância, melhorar sua alimentação e dormir ou
descansar sempre que possível. É normal que neste período de amamentação,
apareçam fissuras nos mamilos bastante dolorosas podendo levar até à
interrupção da amamentação. Mas mães, não desistam; existem maneiras
que podem ajudar a prevenir que isso aconteça, tais como:
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Técnica
correta de amamentação
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Manter
os mamilos sempre secos, usando secador de cabelo após as mamadas,
banho de sol durante mais ou menos 15 minutos ou banho de luz
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Introduzir
o dedo na boca do recém-nascido quando houver necessidade de
interromper a mamada |
Contudo,
existem infelizmente algumas poucas contra-indicações à amamentação.
São exemplos a galactosemia e a fenilcetonúria, doenças metabólicas
raras; além de não ser recomendado no caso de uma doença mental severa
da mãe, colocando em risco a vida da criança, doenças graves que
debilitem a mãe, uso de drogas que contra-indiquem a amamentação e infecção
materna pelo HIV.
Vantagens
do aleitamento materno. Entre elas, destacam-se:
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Redução
da mortalidade infantil: quanto menor a idade da
criança e maior o período de amamentação, mais importante é a
contribuição do leite materno para a sua sobrevivência. As crianças
de baixo nível sócio-econômico são as que mais se beneficiam com
o aleitamento materno.
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Redução
da mortalidade por diarréia e por infecção respiratória:
o leite materno possui anticorpos, leucócitos e outros fatores
anti-infecciosos que protegem contra a diarréia, à pneumonia e
resfriado. No entanto, é importante ressaltar que o efeito protetor
do leite materno contra diarréia pode diminuir, ou mesmo
desaparecer, quando qualquer líquido e/ou sólido, incluindo água
e chás, são adicionados à alimentação da criança.
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Redução
de alergias: a alergia alimentar tem sido
encontrada com menos freqüência em crianças amamentadas
exclusivamente.
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Melhor
nutrição: o leite materno contém todos os
nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento ótimo
da criança pequena, além de ser melhor digerido, quando comparado
com leites artificiais. O leite humano possui a quantidade ideal de
água e vitaminas, além de proteínas e gorduras mais adequadas
para o lactente. O
leite dito “maduro” só é secretado por volta do 10º dia pós-parto.
O colostro, produzido nos primeiros dias, contém mais proteínas e
menos gordura e lactose que o leite maduro. É rico em
imunoglobulinas, em especial IgA.
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Melhor
desenvolvimento: alguns estudos mostram vantagem
das crianças amamentadas quanto ao desenvolvimento neurológico
(melhor desempenho em testes de inteligência e compreensão, melhor
expressão verbal).
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Promove
vínculo afetivo entre mãe e filho: o ato de
amamentar e de ser amamentado pode ser muito prazeroso para a mãe e
para a criança, o que favorece uma ligação afetiva mais forte
entre elas gerando sentimentos de segurança e de proteção na
criança e de autoconfiança e de realização na mulher. Isto faz
com que a criança seja mais tranqüila e de mais fácil socialização
durante a infância. |
Devemos
também levar em consideração as vantagens que existem para as mães.
Tais como: diminuição do câncer de ovário e de mama, maior
praticidade, aumento do vínculo mãe-filho, mais econômico, diminuição
da perda de sangue após parto, facilidade de recuperar o peso anterior à
gravidez, entre outras.
DESMAME
Desmame
é definido como o processo que se inicia com a introdução de alimentos
diferentes do leite materno. Ele deve ser gradual, com início entre 4 e 6
meses de idade.
Alimentos
complementares não são necessários nem recomendáveis antes dos 4
meses, idade em que a criança desenvolve o mecanismo de secreção
salivar e a capacidade de mastigação. No entanto, a partir do 6º mês o
aleitamento materno exclusivo pode se tornar inadequado, visto que após
essa idade um número crescente de crianças necessita também de outros
nutrientes para manter um crescimento adequado.
Por
todos esses motivos que relatamos podemos ver que o leite materno é a
base da alimentação da criança no início de sua vida, garantindo a ela
um desenvolvimento ideal.
Michelle
Delboni dos Passos
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