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Já
é sabido que quanto mais adequada for a dieta melhor será o
desempenho nos exercícios físicos e, se regulares, melhor a
habilidade do organismo em utilizar os nutrientes. No entanto o
que podemos dizer com “dieta adequada”? É o que vamos
aprender!
Os
carboidratos, lipídios e proteínas são oxidados por diferentes
vias metabólicas fornecendo CO2, água e ATP, o qual
é utilizado como fonte energética no momento de necessidade do
organismo para respirar, digerir alimentos ou correr muitos quilômetros.
Essas vias podem ser: creatinina fosfato (fornece energia
suficiente para a realização de exercícios de explosão durante
5 a 10 segundos), glicólise anaeróbia (durante exercícios
intensos fornecendo ácido lático) e metabolismo aeróbio
(durante exercícios leves a moderados).
Os
carboidratos são vistos como a principal e a mais eficiente fonte
energética já que necessita menos oxigênio para a sua oxidação
quando comparados a lipídios e proteínas. São estocados na
forma de glicogênio no fígado e músculos, e esta reserva
utilizada para proporcionar um bom rendimento durante a prática
de atividade física. Por isso, é importante manter as reservas
de glicogênio através da ingestão de alimentos com alto índice
glicêmico até duas horas após o término dos exercícios. São
eles: banana, uva-passa, milho, arroz branco, sucrilhos, mel,
batata, mel, bebidas esportivas, e outros.
Os
carboidratos devem contribuir com 60% do valor energético total
da dieta, sendo apenas 10% destes oriundos de açúcares simples.
O
uso da proteína como fonte energética não é desejável já que
esta é responsável pelo crescimento, a manutenção e o reparo
de tecidos. Caso a ingestão calórica seja inadequada, a proteína
poderá ser oxidada como fonte energética e não estará disponível
para o aumento de massa muscular. Para essa hipertrofia muscular o
praticante de atividade física deve realizar exercícios de força,
ter um consumo calórico suficiente e ingerir quantidade adequada
de proteínas. Como a maioria das pessoas fisicamente ativas
apresenta dieta hiperprotéica, não parece ser necessário o uso
de suplementos protéicos, além de poder ocasionar desidratação
pela alta excreção de uréia, gota, problemas hepáticos e
renais e perda urinária de cálcio aumentada.
Os
lipídios são a segunda fonte principal de energia durante o
exercício. Apresentam função energética e são utilizados na síntese
de hormônios, na formação de membranas celulares e de vitaminas
lipossolúveis. Os praticantes de atividades físicas devem
consumir em torno de 20% do consumo calórico total na forma de
lipídios, no entanto devem ser evitados molhos cremosos à base
de manteiga e maionese (preferir
a adição de azeite de oliva), gordura hidrogenada ( fazem parte
na composição de sorvetes cremosos, biscoitos, bolos, biscoitos,
batatas fritas) e frituras. Utilizar preferencialmente carnes
grelhadas, cozidas e produtos lácteos com baixo teor de gordura.
Não é necessário que um atleta seja suplementado com gordura exógena
durante o exercício visto que os estoques de lipídios não são
limitados.
A
água é considerada o nutriente mais essencial constituindo 60%
do corpo e 90% do plasma sanguíneo e é eliminado através do
suor. Após a prática da atividade física é aconselhável a
ingestão de líquidos para repor as perdas hídrica e de eletrólitos,
como por exemplo, água de coco, sucos de frutas e bebidas
esportivas.
É
importante destacar que não existem evidências científicas de
que as pessoas fisicamente ativas alteram substancialmente suas
necessidades de vitaminas e minerais, no entanto é importante o
uso de suplementos por pessoas ativas que consomem menos de 1400
Kcal por dia.
Os
suplementos de uma vitamina ou de um mineral podem prejudicar a
biodisponibilidade de outro nutriente essencial além de alguns
levarem a toxicidade, como as vitaminas lipossolúveis.
Fonte:
Revista Nutrição em Pauta, número 47 e 48.
Michelle
Delboni dos Passos |