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Receita
enviada por Eliane Rezende - Vitória-ES/Brasil.
Assim como a deliciosa
Moqueca Capixaba, esta receita é uma das mais tradicionais da gastronomia
capixaba, encontrada facilmente nos melhores restaurantes do estado do
Espírito Santo. É muito comum e já faz parte da tradição capixaba o
seu consumo na Sexta-Feira Santa, por se tratar de um prato à base de
peixe e crustáceos, mas por aqui ninguém é doido de ficar esperando
esta data para deliciar-se com esta maravilha culinária. Eu acredito que
vocês, após provarem esta receita, também não agüentarão esperar
tanto tempo para comer novamente a Torta Capixaba. Um detalhe muito
importante na confecção da torta, assim como acontece com a moqueca, é
a utilização da única e verdadeira panela de barro, aquela executada
há mais de 400 anos pelas paneleiras de Goiabeiras, Vitória-ES.
| Ingredientes |
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18
caranguejos
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18
siris
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2
pratos (fundos) de ostras
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2
pratos (fundos) de sururu
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2
kg de peixe fresco e de primeira (badejo)
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1
kg de camarões (pequenos) frescos sem casca
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2
dúzias de ovos
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3
latas de palmito em conserva (ou 12 palmitos naturais)
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2
lagostas
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10
maços de coentro
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2
cabeças de alho
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5
cebolas
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1
kg de tomate
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pimenta
malagueta
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pimenta-do-reino
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sal
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azeite
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óleo
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urucum
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12
limões
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azeitonas
verdes |
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| Modo
de Preparar |
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Ferva
os caranguejos, siris, ostras e lagostas em água e sal. Limpe, desfie e
reserve. Frite o urucum em 1/2 lata de óleo. Corte um maço de coentro, 4
dentes de alho, 3 rodelas de cebola, 2 pimentas malaguetas e junte com uma
pitada de sal. Soque tudo e faça um refogado com 4 colheres de sopa de
urucum. Junte em seguida os camarões e corte o outro maço de coentro,
mais 3 rodelas de cebola, esprema o suco de meio limão, coloque um pouco
de azeite e um tomate picado. Deixe ferver e quando estiver vermelho e
macio, escorra e guarde à parte. Proceda da mesma forma com as ostras, os
sururus e o peixe, que após ferventados com sal são desfiados e sofrem o
mesmo processo do camarão. Faça um refogado para cada tipo de marisco.
Escorra muito bem os mariscos refogados e, se preciso, esprema com as mãos
para que fiquem bem secos. Junte as ostras, os sururus e o peixe, bem
misturados, em uma panela fora do fogo. Coloque nesta etapa as azeitonas.
Faça um novo refogado, como foi feito com os camarões e demais
ingredientes, apenas dobrando os temperos. Use pouco urucum para não
encharcar. Deixe tudo ferver por 5 minutos e ponha as ostras, os sururus e
o peixe nesse refogado, deixando em fogo brando e mexendo sempre.
Verifique se o sal, o azeite e o limão estão "no ponto"
(paladar). Adicione o palmito, que se for em conserva deve ser cortado em
rodelas e espremido com as mãos. Misture até o refogado ficar bem seco.
Bata 8 a 10 claras em neve, depois adicione as gemas e misture tudo.
Quando o refogado estiver seco, apague o fogo.
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| Acabamento |
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Unte
bem a frigideira de barro (equipamento obrigatório para esta iguaria,
fabricado e tradicionalmente usado na capital - Vitória - do Estado do
Espírito Santo) com óleo e vá colocando nela o refogado, que recebe por
cima os desfiados de caranguejos, siris e lagostas. Bata novamente de 8 a
10 claras em neve, adicionando as gemas e cubra o refogado. Corte rodelas
de cebolas grandes e grossas e arrume por cima, colocando uma azeitona no
meio de cada rodela. Corte também rodelas de 3 a 4 ovos cozidos, à
parte, e disponha sobre o refogado. Leve ao forno quente por mais de 40
minutos ou até que o ovo que cobre a panela fique bem seco. Sirva com
arroz branco. Use molho de pimenta malagueta socada com suco de 1 limão.
Rendimento
para 8 pessoas.
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