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DICAS
ÚTEIS |
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DICAS DO CHEF JULIO LEMOS
PROPRIETÁRIO DO RESTAURANTE
PAPAGUTH - VITÓRIA-ES |
Esta página foi
criada com as preciosas dicas que nos foram enviadas pelo ilustre Chef
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O
Entra e Sai dos Restaurantes |
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Como
em qualquer outro lugar, Vitória não poderia ser diferente. O número de
restaurantes que entram no mercado é grande e pouquíssimos se estabelecem.
Qualquer
negócio que se vai abrir tem-se que conhecer regras mínimas, senão estamos
fadados ao insucesso.
Não
basta ter um local, uma boa cozinheira e dinheiro.
Itens
básicos:
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O
ponto é fundamental, com algumas facilidades como estacionamento, tamanho
adequado, etc;
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Recursos
para sobreviver uns seis meses sem fazer retiradas;
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Contratar
um profissional para cuidar da arquitetura e da decoração;
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Ter
um grupo de profissionais sintonizados com o estilo da casa;
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Estar
à frente do seu negócio;
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Preços
adequados e produtos compatíveis e de qualidade; e
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Ser
visto pelos formadores de opinião.
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Fora
isto, ter disposição, gostar da noite, esposa compreensiva, dormir pouco,
encarar com paciência supermercado cheio, ter cara de pau para encontrar o
gerente do Banco todos os dias sem se abalar e outras regrinhas mais. |
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Básico
para evitar correrias
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Quando
a visita fala que já está chegando e o pânico se instala, não sabendo se
vamos ao supermercado, a uma casa especializada ou se chamamos um delivery
qualquer. O melhor é tentar nos prevenir com produtos versáteis e que nos dê
praticidade.
O
indispensável que devemos ter em casa para não sermos surpreendidos com
visitas inesperadas:
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pasta
de queijos;
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castanhas,
amêndoas e amendoins;
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biscoitos
salgados para patês;
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frios;
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batata
congelada para fritar;
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nugets;
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filet
de peixe;
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concentrados
de tomate;
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sorvete;
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sal
com alho;
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cebola
e alho picados;
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massas;
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ervas
desidratadas;
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azeite;
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vinagre;
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legumes
picados e congelados;
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queijo
ralado;
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carne
moída ou picada. |
Chef
Julio Lemos
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Cuidados
com os Moluscos
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Moluscos
após colhidos devem ser acondicionados em lugares frescos;
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Moluscos
sempre devem conter água dentro;
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Os
que flutuam após a lavagem devem ser descartados;
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Eliminar
os que não se abrem no cozimento;
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Mexilhões
não bastam estar vivos, têm que ser provenientes de águas
puras;
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Ostras
vivas morrem ao contato com a água doce;
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Ostras
sobrevivem 3 dias em geladeira, após este período devem ser
congeladas ou cozidas. |
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Azeite
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Nunca
se consumiu tanto azeite como nos últimos anos. Pesquisas falando dos seus
benefícios para a saúde têm contribuído para o aumento de sua comercialização
Considerado
o “rei dos azeites”, o azeite de oliva virgem, extraído da primeira
expremedura, é o mais procurado, sendo o mais rico e encorpado. É também o
condimento mais saudável, porém mais caro e de difícil escolha devido a sua
sofisticação.
Para
certificar sua autenticidade despeje repetidas vezes o azeite de uma vasilha
para outra, se não formar espuma na superfície o azeite é puro.
Para
não corrermos riscos quanto a sua qualidade ele deve ser usado até um ano após
a espremedura das azeitonas. |
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Frutos
do Mar (o Caranguejo)
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Com
pesquisa financiada pela Prefeitura Municipal de Vitória-ES, a
Universidade federal do Estado do Espírito Santo – UFES –
revelou o baixo teor de coliformes fecais e metais pesados nos
caranguejos consumidos pela população do estado. O crustáceo tem
teores mais baixos de contaminação que ostras e mexilhões.
Segundo o Coordenador da pesquisa, Professor Honério Coutinho de
Jesus, o caranguejo possui um mecanismo de defesa que faz com que os
coliformes não sobrevivam dentro de seu sistema gastrintestinal.
Hipótese a ser confirmada no próximo passo da pesquisa dentro de
30 dias.
Mesmo
com estes dados, cuidado nunca é demais. Por isso, aí vão algumas
dicas:
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Caranguejos
devem ser abatidos/preparados ainda vivos;
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A
coleta de sua carne requer extrema higiene no manuseio;
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Não
bastam estar vivos, a proveniência é muito importante. |
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Mudança
de Hábitos Alimentares
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A
falta de tempo para o preparo dos alimentos em casa e a crescente preocupação
com a qualidade de vida e a saúde têm motivado a mudança dos hábitos
alimentares. A procura por alimentos naturais, light, diets, vegetarianos,
ganham grande participação no mercado. Cada vez mais perdem espaço os
alimentos com altos teores de gordura animal, colesterol, sódio e produtos calóricos.
Muitos chefs de cozinha já utilizam os alimentos orgânicos (sem nenhum
elemento químico no seu desenvolvimento) em seus cardápios. A produção
desses produtos no Brasil tem alcançado crescimento de 50% ao ano.
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Cozinhando
em Família
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A
maioria
dos adultos estão acostumados a cozinhar sozinhos, sem companhia e muito menos
com as crianças por perto. Os fins de semana são os únicos momentos que
dispomos a ensinar e aprender a manipular e utilizar os alimentos.
Se
seguirmos mínimas questões de segurança na cozinha poderemos
compartilhar esses momentos com nossos filhos, que resultarão em
momentos prazerosos, de aprendizagem e de utilidade no futuro.
Alguns
cuidados:
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Crianças
pequenas devem estar sempre acompanhadas de adultos na cozinha;
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A criança se sentirá melhor se tiver uma mesa e uma cadeira do seu
tamanho, para facilitar o trabalho para elas;
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Facas e materiais cortantes devem estar no alto e fora do alcance
das mesmas;
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Não devemos deixá-las manipular fogo, artigos de vidro e
microondas;
O piso da cozinha deverá estar sempre limpo e seco.
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Com esses requisitos mínimos podemos ficar mais seguros para o início
das tarefas.
São
muitas coisas que nossos filhos podem aprender, o importante é
oferecer tarefas que estejam ao alcance de suas possibilidades e,
sobretudo, que sejam pratos bonitos e divertidos de executar para
prendermos sua atenção:
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Limpar
e por a mesa; |
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Lavar os vegetais e rasgá-los; |
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Amassar e dar forma as massas; |
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Misturar saladas; |
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Preparar pizza; |
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Deixá-los fazer a cobertura do bolo; |
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Nunca esquecer de deixar alguns petiscos por perto. |
Crianças acima de 10 anos podem começar a descascar batatas,
frutas, utilizar batedeiras, sempre com a presença dos adultos.
Conscientizar
as crianças de uma alimentação saudável, nutritiva e balanceada
é de suma importância para o seu desenvolvimento. O melhor dessas
coisas todas é que vão valorizar o trabalho dos pais e da Maria
que na maioria das vezes é quem elabora nossos alimentos.
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O
Sal da Vida
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Não
nutre, mas é vital para o organismo. Quando não está presente o sabor se
perde e os adjetivos aparecem: comida de enfermo, insossa, anodinosa, etc. Sem
controle é um desastre para os alimentos.
Há
uma tensão latente na cozinha durante a troca dos Chefs, ninguém
quer trabalhar com ingredientes já temperados pelo antecessor, cada
um guarda para si a prática de saber que um prato está no ponto.
Algumas
superstições acompanham a história do sal: se ele acaba em sua
casa, a pobreza virá inevitável; um bonito saleiro se aprecia com
augúrios de fortuna; saleiro pequeno sendo trocado de mão em mão
é sinal que uma discussão calorosa se anuncia.
A
eterna busca pelo sal não parou desde que o homem descobriu que o
seu poder desidratante evitava a decomposição dos alimentos.
Grandes
populações se instalaram ao lado de minas de sal até sua
escassez.
O
Império Romano aumentou suas fronteiras caiando as vias salineiras
para seu transporte, contribuindo, com isso, para a riqueza do Império.
Os
soldados da época recebiam um punhado de sal como parte do
pagamento dos seus serviços; daí o nome salário.
Tantas
batalhas pareceram inúteis quando se descobriu o cloreto de sódio
(sal), abundante nos oceanos.
As
minas naturais, chamadas de sal gema, como o nome diz, eram
valorizadas como pedras preciosas.
Algumas
dicas interessantes:
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Sal
grosso é melhor para preparar caldos (dissolvem mais
lentamente);
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Salgue
sempre com os dedos para adquirir tato da quantidade ideal;
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Qualquer
alimento que deseja-se o seu suco interior, não salgue com
antecedência para não desidratá-lo;
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Sal
fino dissolve mais rápido, ideal para agregar no final;
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Sal
demais, não tem como aproveitar o prato. |
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